O Castelo Templário é iniciado em 1160 em Tomar, assim como a Charola (oratório templário) sendo a casa-mãe templária no Reinado de Portugal até a extinção da Ordem do Templo em 1312 dando origem à Ordem de Cristo no reinado de D. Dinis.
Com os Descobrimentos o Infante D. Henrique manda ampliar as instalações com a Lavagem e o Cemitério, D. Manuel I renova o Convento de Tomar, D. João II impõe a reforma da Ordem de Cristo ampliando o convento de modo a albergar a comunidade de Frades e Filipe II de Espanha manda edificar o Aqueduto.
O Convento de Cristo depois de tanta transformação e passagem de reinados faz dele um monumento complexo que a UNESCO classificou de Património da Humanidade e inseriu na Lista do Património Mundial em 1983.
Quem visita o Convento inicia esta “viagem” subindo até ao portão das muralhas entrando no recinto com um grandioso e labiríntico jardim do lado esquerdo e o castelo do lado direito. Caminhando chega-se à escadaria principal, cujos portões estão fechados. Não que o Convento de Cristo esteja realmente fechado, apenas a entrada fica um pouco escondida do lado direito.
Entrando dá-se de caras com um pátio interno onde as paredes tem o típico azulejo português com janelas tanto para o exterior como para o jardim que se situa no interior. Os jardins, assim como os pátios, são todos de forma quadrada. Há um pátio com relva, outro com algumas árvores de fruto, um outro só com um poço que tem escadas, outro ainda que tem um jardim simétrico e depois o Claustro Principal do Convento de Cristo com a enorme fonte.
Passeando pelos pátios vendo os pequenos pormenores, chega-se a Charola, edifício poligonal, com oito faces no tambor central e com dezasseis faces no exterior, inspirado na Igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém.
A Charola contém decoração que mostra a riqueza do local, escultura, pintura sobre a madeira e sobre couro, pintura mural.
Saindo da Charola e começando a descer e a subir escadas, encontra-se o Claustro Principal, mais um pátio quadrado, um pouco maior que os outros com uma fonte magnifica no centro.
Nos cantos do pátio existe uma escadaria em espiral que nos leva ao Terraço de Cera, onde se tem a vista para o Claustro Principal, para a entrada principal do Convento, para o pátio que tem a Janela do Capitulo e para a colina verdejante em que se pode ver a horta e o pequeno pomar.
Voltando ao Claustro Principal, tem se ligação para a enorme cozinha, com mesa enorme, o forno, lavatório, bancadas… Fechando os olhos pode-se ouvir as panelas, sentir o cheiro a comida e as conversas das cozinheiras….
Seguindo por mais pátios e escadas, encontra-se os quartos, dispostos por dois enormes corredores em forma de cruz, em que os quartos são pequenos cubículos, como a modéstia assim o exigia, em que alguns têm vista para a famosa Janela do Capitulo, janela dos descobrimentos de D. Manuel I.
A meio do corredor dos quartos, pode se entrar numa sala com uma enorme lareira, onde provavelmente nas noites frias os frades e os templários passavam o serão no Convento de Cristo.
No andar de baixo existe uma outra ala de quartos para os mais recentes na Ordem, os Iniciados. Está também o refeitório com suas duas enormes mesas, a adega do azeite e as latrinas, que apesar do poço conjunto, tem resguardos individuais.
O Convento de Cristo além da sua história, contem sua arte e arquitectura, onde se mistura o romântico, o barroco, o estilo manuelino e renascentista, maneirista e gótico. Algo que só vendo se consegue ter noção da sua magnificência.
É um passeio que vale realmente a pena, e convido todos a visitar. Se já visitou, deixe aqui a sua opinião.
Para ver Galeria de Fotos do Convento de Cristo no FaceBook.
Para mais informação consultar: ConventoCristo.pt






Já lá fui, para quem gosta de história este é um local obrigatório….
PS: A Seguir podes fotografar a Quinta da Regaleira, um dos sítios mais bonitos que já fui. Um abraço…