Castelos, monumentos e locais portugueses a visitar

Cruzeiro no Tejo

Um bonito dia de Verão, do mês de Junho, foi a data escolhida para um Cruzeiro no Tejo. Feita a reserva, com alguma antecedência, tinhamos à nossa espera um dia cheio de  actividades ao ar livre, almoço em jeito de picnic, visita a um museu, e para finalizar lá mais para o fim do dia, prova de vinhos!

Barco típico dos avieiros

Barco típico dos avieiros

O Cruzeiro no Tejo, estava denominado Rota dos Mouchões e a Aldeia do Escaroupim.
Mouchões para quem não sabe, são aquelas pequenas ilhotas que se formam nos rios, quando os caudais destes descem muito, chegando algumas a ter uma flora e fauna bem acentuada baseada em garças, cegonhas, salgueiros e choupos.


A hora da partida era às 09h00 da manhã, mas para quebrar a monotonia, logo houve alguém que decidiu que chegar atrasado era chique! Então por volta das 09.30 lá arrancámos nós, cerca de 19 pessoas, rumo a essa bela localidade que é Salvaterra de Magos. Durante a curta viagem, a nossa amiga L.B. foi nos relatando os sítios por onde iamos passando, bem como as culturas frutais, tais como os morangais e ainda locais de interesse turístico.

Chegando à marina de Salvaterra foi tempo de nos dirigirmos aos barcos, sim, barcos, porque eram dois em vez de um, e assim se dividiu o pessoal mais ou menos ao meio! Resultado: uma alucinante corrida pelo Tejo afora!

O nosso barco

O nosso barco

Após o que nos pareceu uma eternidade de tempo para sair daquela estrada de água meio turva, finalmente estávamos no Rio Tejo própriamente dito! Fez me lembrar a nave Milenium Falcon a tentar sair de Tattoine, no meio daquela confusão de areia e gazes tóxicos, para depois entrar na calmaria e vastidão do Espaço decorado por milhares de pontos luminosos, assim era a transição do canal da marina de Salvaterra de Magos para o caudal do Rio Tejo, e que visão! Uma paisagem inesquecível e uma viagem de duas horas estava agora a começar. Estavamos a navegar pela antiga estrada fluvial que em tempos remotos ligava Salvaterra de Magos a Lisboa. Passava um bocado das 10 horas da manhã, e o sol já ia bem alto, espelhando no leito do Rio Tejo, toda a flora à beira-rio de entre os quais os arbustos, choupos e os grandes salgueiros. Olhando além da vegetação bem esverdeante era possível ver a fauna à beira-rio, inclusivé as garças, cegonhas, galinholas, touros bravos, cavalos lusitanos, e ainda olhando para o céu pintado de um azul claro, mas bem defenido, podiamos ver as águias pesqueiras, e as andorinhas típicas desta zona, que fazem os seus ninhos nas “paredes” escavadas pelo rio.

Cavalo Lusitano à beira Rio

Cavalo Lusitano à beira Rio

A meio do percurso, a nossa amiga e organizadora deste Cruzeiro do Tejo, L.B. vez uma pequena demonstração (a seco) de um resgate com uma bóia tropedo, expurgando assim o mito urbano de cair do barco e morrer afogado, realçando ainda a estabilidade e qualidade nos nossos barcos flutuadores.
Durante o percurso do Cruzeiro do Tejo, podemos ver muitos Mouchões, carregados de pássaros e até esporádicamente uma família a fazer um picnic à beira rio, chegados ali por um pequeno barco a motor. Outra curiosidade, foi um evento inesperado e diferente do que estamos habituados, e só visto pela maioria de nós apenas pela televisão, um Baptismo no Rio! Sinceramente desconheço, a ordem religiosa a que os senhores, e senhoras, envergando vestes brancas pertenciam, desconfiando apenas da nacionalidade brasileira dos mesmos.

Beira Rio Tejo

Beira Rio Tejo

O nosso Cruzeiro do Tejo, foi sempre acompanhado pelo relato incansável do nosso motorista fluvial, complementado ainda com a experiência e saber do nosso Sr. V. e da L.B. no barco específico onde eu seguia, sendo que no barco ao lado acontecia algo de semelhante.
Enfim, passados cerca de duas horas e meia chegámos ao nosso destino, a Aldeia do Escaroupim, e daqui podia-se avistar a ilha dos Pássaros, a qual tinhamos circunavegado.

Casa Tipica dos Avieiros

Casa Tipica dos Avieiros

Hora de almoço e rápidamente se começaram a abrir as lancheiras e geleiras, com os habituais rissóes, panados, e o belo do frango frito, entre outras iguarias, umas mais caseiras do que outras. Da sobremesa constava muita fruta, cerejas, peças de fruta inteiras em em forma de salada, e claro está os doces e bolos de onde se destaca o espectacular e divinal bolo híbrido, da Srª M.E. que era uma mistura de pão-de-ló e gelatina, tudo isto regado com uns vinhos licorosos bem docinhos e fresquinhos!
A tarde começa com uma visita à Casa Museu de Palafita, uma Casa Típica dos Avieiros que consistia numa habitação de madeira, assente em pilares, para protecção das águas do rio, e que contempla três divisões e um anexo que serve de sótão onde se guardam as redes dos pescadores. Acabada esta visita, seguimos para Salvaterra de Magos, via Autocarro para vermos a Falcoaria Real. Aqui vimos um pequeno filme a contar a história da Falcoaria e de seguida tivemos uma visita guiada pela exposição com particular destaque para a história da Falcoaria em Portugal e  em especial desta Falcoaria Real de Salvatera de Magos. A falcoaria existe em Portugal desde a primeira dinastia, tendo sido praticada com muito intensidade até aos finais do século XVI, e inclusivé nesta região do Ribatejo, a caça com falcões era preferida à montaria.

Um Falcão na mão do seu Falcoeiro

Um Falcão na mão do seu Falcoeiro

Os falcões comem carne, sendo carnívoros, aliás essa sua característica, é uma vantagem para a sua domesticação. No auge da Falcoaria Real, os Falcões eram alimentados com pombos que viviam num Pombal, o qual hoje ainda existe nestas instalações a que os Falcões tinham acesso, caçando a sua própria comida!

Na Falcoaria Real, em Salvaterra de Magos pudemos ver uma exposição de várias espécies de aves de rapina e não só de falcões, e depois uma demonstração do Falcoeiro a chamar o seu Falcão.
A tarde do domingo ainda não tinha chegado ao fim, e os turistas estavam com alguma sede, assim fomos fazer uma prova de vinhos, acompanhada de queijo típico
Para terminar este Domingo de passeio que tinha começado com o Cruzeiro no Tejo, fizemos uma paragem na Cabana dos Parodiantes, ainda em Salvaterra de Magos, onde podemos degustar um doce típico e exclusivo, os “Barretes”.
Árvore à espera da maré cheia

Árvore à espera da maré cheia

Este Cruzeiro no Tejo foi um sucesso, todos os participantes adoraram, e recomendam. Se tiverem tempo livre aproveitem para conhecer melhor este nosso Portugal, que tem tanta História, monumentos, e paisagens magníficas!

Viver Portugal, é algo que muitos portugueses não sabem fazer, e com pouco dinheiro e alguma pesquisa podemos todos passear, visitar Castelos, Lagoas, Mouchões, Cascatas, Praias, e Museus com exposições típicas!

4 comentários

  1. Ligação para uma pequena apresentação da Casa Típica dos Avieiros:

    http://adriano-reflexus.pullfolio.com/portfolios/casa-tipica-avieiro

  2. Manuel Rodrigues /

    Paisaigens maravilhosas por este Téjo dentro muito lindo!.. eu conheço mt bem

  3. Ana Lopes /

    Quanto custa o cruzeiro?

  4. Olá Ana.
    Há vários barcos que fazem este cruzeiro em específico.
    Experimenta contactar este:
    https://www.facebook.com/pages/Rio-a-Dentro-Natureza-Experi%C3%AAncias-Aventura-Lda/151856564875143
    http://www.rio-a-dentro.pt/

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