Diariamente utilizamos certamente muitos programas considerados como utilitários, com vista a desempenhar um função especifica, como por exemplo capturar a imagem do nosso ecrã ou “zipar” ficheiros, por exemplo.

Uma das estratégias que utilizo desde 2007 é a utilização de utilitários “portáteis”, conhecidos em inglês como portable applications ou portable software nos meus computadores fixos.

Inicialmente criados a pensar na mobilidade, estes utilitários são na esmagadora maioria das vezes versões mais “leves” de software conhecido, desenvolvidos com o objectivo de podermos ter numa pen USB, num disco externo ou mesmo num CD todas as aplicações de que gostamos, podendo assim andar com elas para todo o lado, e termos sempre as nossas aplicações disponíveis em qualquer PC que necessitemos de utilizar.

Este tipo de mobilidade exigia que as aplicações não necessitassem de “instalar” ou efectuar qualquer tipo de alteração em nenhum dos sistemas operativos por onde passem, o que faz com que sejam auto-executáveis, e só dependam dos seus próprios ficheiros. Assim, é possível ter uma destas aplicações instalada em todos os dispositivos que tenham capacidade de armazenamento, desde pen’s USB a leitores de MP3, por exemplo.

Digo que a utilização deste tipo de aplicações é uma estratégia que utilizo porque, ao usar este tipo de software no meu PC tanto do trabalho como pessoal, posso ter um grande número de pequenos utilitários instalados localmente, sem que isso afecte o desempenho do meu computador, uma vez que na realidade, este portable software não instala nada a nível do sistema operativo, não interferindo no registo do Windows, nem aparecendo sequer nos programas instalados. A sua desinstalação também é muito fácil, bastando apagar a pasta/directório onde se encontram os ficheiros do programa. Esta não foi certamente a razão pela qual esta “classe” de software foi criada, mas com este tipo de utilização tenho conseguido manter os sistemas operativos dos meus computadores mais limpos e a funcionar sem problemas durante mais tempo, do que quando tinha dezenas de utilitários realmente instalados no sistema.

portableapps.com - a minha suite de referência

portableapps.com – a minha suite de referência

Assim, o que normalmente faço é “instalar” os meus utilitários no formato portable na pasta dos meus documentos. O que a instalação faz é uma simples descompactação dos ficheiros para uma pasta com o nome do utilitário. Depois entro na pasta do programa e crio um atalho para o executável do mesmo que coloco no ambiente de trabalho. Além de não carregar o sistema com software instalado (para o Windows estes programas não passam de meros ficheiros que temos guardados no disco), existe ainda a facilidade de backup dos mesmos! Imaginem poderem fazer um backup de todos os vossos documentos e ainda dos programas que têm instalados!! Fantástico não é? Pois é isso mesmo que consigo ao utilizar esta estratégia, visto que uma vez descompactados, se quiser levar o programa para outro computador, ou coloca-lo a funcionar numa pen, basta copiar a pasta desse programa que já tenho na pasta dos meus documentos do Windows.

Se ficaram com curiosidade, e querem começar já a utilizar estas aplicações em formato portable, aconselho a visita a portableapps.com. Este é o meu local de eleição para procurar por utilitários no formato portable.

E vocês, conhecem ou utilizam outra fonte de aplicações portable?

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática interessado em pesca ao achigã, horta/jardim, Internet e blogging. Criou os interessespessoais.com como um projecto para os tempos livres, para divulgar algumas ideias e "matar" o vício de blogging.

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