Relatos, dicas e dúvidas da pesca ao achigã

Material essencial para a pesca ao achigã de margem

Em mais este artigo dirigido para a secção guia de iniciados, venho enumerar o material que me parece essencial para a pesca ao achigã de margem.

Partindo do princípio que já efectuaram a vossa primeira pescaria ao achigã, e já compraram um dos modelos dos dois tipos de conjunto de canas/carrecto existentes para a pesca ao achigã, então já têm uma das coisas principais – a cana de pesca! :D

Além da cana de pesca, a segunda coisa mais importante para o pescador de achigã são as amostras – uma colecção delas! Se é verdade que para quem está a dar os primeiros passos na pesca ao achigã esta coisa da “colecção” poderá ser uma das tarefas que irá levar mais tempo a alcançar, não deixa de ser verdade que para se ter sucesso na pesca ao achigã, é necessário ter pelo menos algumas amostras que cubram as várias condições com que o pescador de achigã se pode deparar na sua acção de pesca.

Para quem está a dar os primeiros passos na pesca ao achigã de margem, aqui ficam as minhas sugestões das amostras que “têm que ter” no vosso estojo:

- amostras de superfície, especialmente amostras de hélices, pois são de fácil manuseamento – é só lançar e puxar ;) (também podem ter poppers, mas essas já requerem alguma técnica);

- amostras até 1,5 metros de profundidade, desde pequenos cranks a jerkbaits e swimbaits;

- amostras de vinil, principalmente senkos e kreatures (vejam aqui como colocar os anzóis).

Amostras de vinil

Amostras de vinil

A escolha de amostras de vinil acarreta ainda a necessidade de termos anzóis e pesos para as mesmas.

Para transportar o material, será necessário a utilização de um colete ou de um saco (recomendo uns que dão para colocar à cintura). As amostras rijas devem ser colocadas em caixas de plástico com separadores, enquanto que as amostras de vinil, na minha opinião, devem ser mantidas nos sacos originais, de forma a preservarem os aromas com que muitas vezes estão impregnadas.

Pesca ao achigã de margem

Pesca ao achigã de margem

 

Outra coisa essencial no estojo é uma tesoura ou faca, para cortar a linha e claro, um alicate para descravar os peixes maiores ou que engolem mais as amostras.

Pessoalmente, incluo ainda um boné e uma segunda cana de pesca, conseguindo desta forma ter uma cana pronta para pescar com amostras rijas e outra com vinis.

E vocês, o que trazem mais com vocês enquanto pescam?

21 comentários

  1. Luis Bonacho /

    Não esquecer de uma bela garrafa de água!

  2. É verdade Luís!

    A bela da garrafa de água é uma coisa que me falha regularmente quando pesco de margem… :)

  3. Boas,
    Ao fim de quase 10 anos, voltei a interessar-me pela pesca ao achigã. o material la estava mais velho arrumado a um canto…… fui este sábado, para os lados da volta do vale, indicação de uma amigo, mas nada. Podem dar-me uma dica de açudes publicos na zona de coruche para ir matar saudades?

    ps – gostei muito de descobrir este blogue. vou acompanhá-lo

  4. Olá João, bem vindo ao blog!
    Infelizmente o regresso à pesca ao achigã não foi na melhor altura, isto no que toca ás condições do clima! :)

    Quando a açudes temos, em Coruche, o do Monte da Barca e o da Agolada. Temos ainda a Barragem de Magos, em Salvaterra.

    Existem outros, mais pequenos, mas que não são tão conhecidos, sendo difícil explicar aqui onde são.

  5. olá, pois, esses conheço eu bem!
    gostava era de conhecer outros “escondidos” onde se podem apanhar bons achigãs.

    mas obrigado na mesma.

  6. Luis Bonacho /

    João, estive também no passado sábado no Monte da Barca e tive a mesma sorte, ou seja, nadinha!
    Alberto, em relação ao clima, existe algum artigo onde se possa aprender sobre quais as melhores condições climatéricas para se pescar?
    Encontrei uns sites que falavam das fases da lua. Isso tem alguma influência? Achei aquilo um bocado estranho porque pelos dados que apresentavam, num dia eram muito bom mas no dia seguinte já era muito mau! Como pode haver assim uma variação tão grande?? Não estamos a falar no estado de espirito das mulheres caramba! hihihihi

  7. Olá Luís.
    É verdade sim, as fases da Lua têm alguma influência na actividade do peixe, sendo isto ainda mais notório no mar. No entanto, existem ainda uma série de outros factores que influenciam a actividade do peixe, tais como condições climatéricas (temperatura da água e vento), luminosidade, época do ano (Verão, Inverno) e ainda o facto do peixe estar ou não a desovar. Poderão existir outros factores, mas estes parecem-me os principais.
    Quando ao artigo, ainda não existe, mas está nos planos ;)
    E sim, o peixe por vezes consegue ser tão, ou ainda mais, difícil de entender que as mulheres! :D :D

  8. Alberto, bom dia. E onde é esse teu açude preferido, onde costumas apanhar achigã, pode-se saber?

  9. É na zona da Lamarosa. Existem vários.

  10. ok. É que eu tenho mesmo falta de informação de onde há esses açudes com achigã e que não sejam privados no concelho de coruche.

  11. Olá Alberto, tal como um amigo meu que já escreveu aqui para o teu blog, o (João), despertei a vontade para a pesca, e já com alguns bons exemplares pescados durante o verão e uns € gastos em material, gostaria de perguntar-te já que és um tipo com algum conhecimento da coisa, se de alguma forma a chuva e o frio influênciam a o comportamento do achigã? Ou é sempre igual independentemente do clima?
    Ontem fui com o meu amigo João a dois açudes na Peta, mais propriamente nas corticinhas e a pescaria foi 0, sabes se têm peixe? Ponderámos a hipotese de ir ao açude da Pipa, mas disseram-nos que não tinha achigã, o que vi nque não é verdade, pois tens aí fotos de lá.

    Desde já o meu obrigado!

    JAM

  12. Olá José, e bem vindo ao blog.
    No que toca a eu ter algum conhecimento da coisa, não sei se poderei dizer que sim, pois os conhecimentos que tenho, na minha opinião ainda são bastante básicos, mas sim, o clima influencia bastante o comportamento do achigã.
    As técnicas de pesca ao achigã que utilizamos no Verão, não têm o mesmo sucesso se aplicadas no Inverno, e vice-versa.
    Sei dizer que os açudes onde passaram têm peixe, e que a Pipa também tem.

  13. Ok Alberto, talvez nos tenha faltado a pontinha de sorte, pescámos com medalha,rapala uma “marota” e uns vinis, mas nada, o joão teve um toque mas não ferrou e pronto viemos embora, valeu pelo almoço e pelo passeio!
    Durante o dia de hoje fiz umas pesquisas e encontrei este artigo que penso que para quem não sabe, assim como eu isto pode ser uma ajuda!

    Continuarei a acompanhar o teu blog! Parabéns está mt giro!
    cumprimentos

  14. Caro Alberto, após estes dias de chuva, e uma tarde meio encoberta, apenas com uma pequena nesga de sol fui tentar a sorte num açude que conheço e que tenho a certeza que tem peixe. experimentei com uma chapa pintada de um lado( dos chineses) que é bem mais pesada que as minhas outras amostras, e se ficasse sem ela o prejuízo de 0,75€ não seria para chorar. ao 3º lançamento um bom exemplar com 34 cm! agora a pergunta, terá sido sorte? ou por a amostra ser mais pesada vai mais ao fundo, dado que dizem que nesta altura o peixe anda mais fundo?
    Entretanto resolvi experimentar a minha “campeã” uma Blue Fox (http://www.bluefox.com)que não vai tão ao fundo e ao 2º lançamento mais um peixe, que entretanto saltou e conseguiu soltar-se (entretanto fiz outro lançamento e a minha princesa ficou presa e aqui quase chorei os 6.50€ que dei por ela). Agora esta situação é a contradição da primeira, dado que esta amostra não vai tão fundo, mas penso que o seu trabalhar é um atractivo para o peixe! Ou será que foi sorte nas duas situações? pq a pesca tb se faz com sorte!
    Cumprimentos!

    JAM

  15. Olá José.

    O período em que estamos poderá ser um dos mais difíceis para a pesca ao achigã, isto porque o peixe ainda não apresenta um padrão definido, ou seja, existem peixes que ainda estarão com um comportamento de final de verão, inícios de outono, enquanto outros já estão com comportamentos de inverno, daí poder cair peixes em várias profundidades. Com o passar do tempo e o agravar das condições climatéricas o achigã tenderá a rumar para águas mais profundas, onde as temperaturas serão mais estáveis, reduzindo o seu metabolismo, e consequentemente sendo mais difícil de capturar.
    Quanto à sorte, é sem dúvida um elemento que também tem alguma interferência, nomeadamente no que toca à localização do peixe nestas épocas intermédias. Localizado o peixe, é uma questão de aplicar as técnicas correctas, e os resultados aparecerão. ;)

  16. pedro santos /

    tenho passado aki por o site e reparei ke esta td cm
    o mesmo problema hoje fui mais uma vez apanhar a molha
    mas inda tirei umas meninas cm toda a gente fala
    por as condiçoes ke estavam pessimas a chover e reparei
    ke todas as ke tirei foi tudo nas pontas da margem
    e nao tanto para o meio da barragem e tb me deparei
    pois sou um iniciante deixei fugir uma ke nao era assim tao pequena pk nao sei dar o melhor no para o anzol gostava
    de ter umas dicas cm fazer os melhores nos tanto para rapala
    ou para os vinis abraços e boas pescarias

  17. caro Pedro, o nó para Rapala poderás encontrar aqui: http://www.pesca-pt.com/index.php/content/view/41/39/ para outros nós podes encontrar aqui: http://www.pesca-pt.com/index.php/content/category/3/22/39/

  18. joao rodrigues /

    e você Alberto, onde costuma comprar o material de pesca ?

  19. Olá João.

    Costumo comprar em lojas on-line – http://www.tacklewarehouse.com e http://www.basspro.com, ou em lojas de pesca locais.

  20. Beto /

    sou novo no blog. gosto muito da pesca aos achigas. nao sei se sabem isto que vou dizer. tem a ver com o vento. no dia 28 de dezembro fui a ultima vez do ano2011 aos achigas e fui com um entendido dos achigas e ele disseme que era melhor pescar com um pouco de vento para por a agua a mexer para desfarçar melhor os nossos erros quando a amostra cai na agua e nos movimentos da cana que disfarça um pouco.

  21. CHARRUA /

    — É por isso que torna tão entusiastica esta fabulosa pesca, pois além do estado em que os “amigos” se encontram (de inactiva a aactivos, conjungando com influência lunar; cor do dia ; da àgua e com alimento comum da massa, alem de localizar-mos a profundidade a que se encontram, poderemos então adequar a amostra ideal para a jornada (facto que conjugado com experiência e tendência do pescador pode acabar em escolha diversa, com semelhante resultado).

    — Há ainda a referir que de acordo com altura do ano (estando actualmente entre (desova e pós desova), não deixem que eu também não de ir fazer uns lamçamentos, mas é normal os visados estarem em estado inactivo/letargico pelo esforço a que foram submetidos pela desova que fizeram estiveram a garantir o futuro – que devemos preservar – só levar algum para que não seja possivel, pela agressividade da ferragem devolver em condições.

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