De forma melhorar a saúde, evitar o stress, retardar o envelhecimento e proporcionar uma óptima qualidade de via às nossas aves, é possível recorrer ao uso de um Prebiótico ou Probiótico.

Mas afinal, de que se trata?

Segundo a Dra. I. Goñi, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Complutense de Madrid, Prebiótico “é o ingrediente alimentar não digerível, que afecta de forma positiva o seu consumidor, estimulando de forma selectiva o crescimento e actividade de um número limitado de bactérias benéficas residentes no intestino”.

Segundo o Prof. B. Mayo do C.S.I.C. das Astúrias, Probióticos são “suplementos alimentares com bactérias vivas que contribuem para o equilíbrio microbiano do trato intestinal”.

Assim, pode dizer-se que os Prebióticos e Probióticos formam um conjunto de elementos conhecidos que se denominam como alimentos funcionais, já que são ingredientes alimentares que produzem efeitos benéficos para a saúde, o que permite entender como é possível actuar de forma natural e benéfica na melhoria do sistema imunitário das aves de modo a evitar, adiar ou reduzir os efeitos nocivos das doenças, melhorando assim a qualidade de vida dos exemplares mantidos nos nossos viveiros.

– A acção dos Probióticos Protectores

A sua utilização está indicada, sem quaisquer restrições e contra indicações, quando existe um desequilíbrio da microflora intestinal, desequilíbrio esse provocado principalmente pelo uso de Antibióticos, Sulfaminas e Antiparasitários, assim como o stress provocado por vários factores, como a muda da pena, vacinações, reprodução, transporte, mudança de instalações, diarreias, no bem conhecido síndroma “Doença da Faca”, prevenção de candidas e da terrível proventriculite, e todo o tipo de doenças.Após alguns anos de estudo, os Probióticos, têm evoluído muito em pouco tempo, daí o aparecimento de uma grande variedade de Lactobacilos (Acidophilus, Plantarum, Bulgaricus,…), que associados aos Streptococcus thertnophius, Enterococcus faecium, e a Amilasa bacteriana e Proteasa fungica, possuem não só uma acção repositora, como protectora da proliferação de bactérias e fungos intestinais, prejudiciais a uma vida sadia das nossas aves.

Nas doenças, os germens patogénicos libertam toxinas que danificam a microflora intestinal, para além de outros fenómenos ligados à própria fisiologia do intestino e ao fluxo alimentar que arrastam a microflora para o exterior, através das fezes. Também a mudança repentina da dieta alimentar e do tipo de água, poderão provocar distúrbios da microflora intestinal.

Pode assim dizer-se, que enquanto existir uma microflora saudável nos intestinos, não haverá espaço para a entrada de bactérias patogénicas, como Salmonelas, Colibaciloa Candidas, etc. Assim, sempre que existam indicações de debilidade nas aves, em primeiro lugar há que repor toda a microflora, sendo na grande maioria das vezes suficiente a utilização regular de papas com Probióticos, deixando de haver necessidade de recorrer a produtos farmacêuticos como antibióticos, antiparasitários, entre outros.

– A microflora intestinal é assim tão importante?

A microflora é essencial para a decomposição das substâncias alimentares que não foram digeridas, integridade das paredes intestinais, produção de vitaminas, particularmente do grupo B e ácidos gordos, estímulo à resposta imunitária, redução do nível de colesterol no sangue das aves e protecção contra microorganismos patogénicos.

O intestino é parte importante do sistema imunitário, e existem inúmeras doenças que são causadas pelo seu mau funcionamento e pela debilidade imunitária a que dá origem. Assim, o saneamento do intestino faz-se não só através do combate aos microrganismos indesejáveis (com antibióticos, sulfonanidas e antiparasitários), mas também através da reposição da flora bacteriana natural – microflora – com Probióticos. Também colaboram para manter o intestino em forma, alimentos ricos em fibras, pão integral, germe de trigo, linhaça (cuidado com as sementes rançosas), legumes e fruta (cuidado com os pesticidas), tudo isto, numa combinação equilibrada com os outros alimentos.

– O que são os Probióticos

papa prebióticos

Probióticos Antioxidantes: são estimuladores e revigoradores do sistema imunitário de todos os seres vivos, baseados nas vitaminas E e C (em doses elevadas) e beta-carotenos (alfatocoferol).

Probióticos Protectores: são bactérias e leveduras cultivadas em condições laboratoriais, com utilização na reposição do equilíbrio da microflora intestinal, ao serviço de todos os animais.

São os melhores recolonizadores da microflora intestinal, que, quando usados de forma regular, particularmente nos casos referidos anteriormente, mantêm-na sempre de forma eficiente e protegem-na de bactérias e fungos, provocados por fermentações de papas, sementes deterioradas, elevado grau de humidade relativa, calor exagerado que transforma a água dos bebedouros num caldo de culturas bacterianas, etc.

São constituídos por microrganismos que podem ser administrados às aves e outros animais através da água ou de papas.

Estes Probióticos Protectores, aquando de infecções por vírus, bactérias e fungos, actuam provocando um aumento da acidez, devida à síntese do ácido láctico, diminuindo o pH do intestino, criando condições que são desfavoráveis ao desenvolvimento dos gérmens.

– Administração

Dada a ausência total de toxidade e contra-indicações dos Probióticos, para a utilização de papas que os contêm na sua composição não necessita de recorrer ao conselho de um veterinário para indicar a sua utilização. Parece sim ser fundamental o seu uso na dieta habitual das nossas aves pois, se tivermos em conta a quantidade de substâncias conservantes e bactericidas que administramos diariamente com a comida e bebida, como o cloro por exemplo, para além dos preventivos e tratamentos antibióticos que assiduamente de efectuam, muitas vezes, por tudo e por nada.

Assim, a utilização de papas com Probióticos recomenda-se para:

– preparação dos reprodutores;

– criações;

– separação das crias (prevenindo o aparecimento da Proventriculite, Candidas e perturbações intestinais pela mudança de alimentação);

– Muda da pena (durante toda a época);
– época de exposições;
– defeso;
– situações de doença (sempre que administra fámacos (antibióticos, antiparasitários, etc), até ao completo restabelecimento das aves).

– Conclusão

Podemos então concluir que a utilização dos Probióticos é constante! De facto, mais vale prevenir que remediar.

A única contra-indicação dos Probióticos é a “carteira” (pois estas papas são mais caras que as normais), mas esta será bem recompensada quando vir aumentar a viabilidade das crias, o seu acelerado crescimento, e a saúde e robustez da generalidade das suas aves.

Adaptado de um artigo publicado na revista ZooCultura (Agosto/Dezembro 2002 e Janeiro/Agosto 2003)

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática interessado em pesca ao achigã, horta/jardim, Internet e blogging. Criou os interessespessoais.com como um projecto para os tempos livres, para divulgar algumas ideias e “matar” o vício de blogging.

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