O aparecimento de periquitos malhados remonta ao inicio dos anos de 1920 mas, a primeira mutação a ser totalmente estabelecida quando um “estranho” macho verde e amarelo foi exposto em Copenhagen em 1932.

Estas aves são muito coloridas e, geralmente, é esse brilho de coloridos que atrai a maioria dos criadores. No entanto, como é uma mutação recessiva é mais difícil criar esta variedade de acordo com o standard de exposição.

O malhado é recessivo para o Normal e o seu método de produção age como um gene simples recessivo auto somático. Neste caso, Normal significa qualquer periquito que não seja malhado. Assim, a tabela de expectativas de cruzamentos é a seguinte (independentemente da cor ou do sexo):

Casal (/ significa portador)

Expectativas

Malhado Recessivo × Normal 100% Normal/Malhado Recessivo
Malhado Recessivo × Normal/Malhado Recessivo 50% Malhado Recessivo
50% Normal/Malhado Recessivo
Malhado Recessivo × Malhado Recessivo 100% Malhado Recessivo
Normal/Malhado Recessivo × Normal/Malhado Recessivo 25% Malhado Recessivo
50% Normal/Malhado Recessivo
25% Normal
Normal/Malhado Recessivo × Normal 50% Normal/Malhado Recessivo
50% Normal

 

Malhado recessivo verde

Malhado recessivo verde

Deve ter-se em conta que esta variedade não está dependente do sexo, por isso, na tabela acima não interessa que genótipo tem cada ave (macho ou fêmea), aplicando-se as expectativas a qualquer um dos sexos. Em alguns casos os Normal/Malhado Recessivo , apresentam um pequeno pontos sem riscas na parte de trás da cabeça.

Os especialistas repararam logo de inicio que a única forma de fazer progressos nesta variedade seria cruzando os seus melhores Malhados Recessivos com os melhores Normais que tivessem. Deste cruzamento seriam obtidos portadores de boa qualidade para voltar a cruzar com os melhores Malhados Recessivos, obtendo desta forma bons Malhados Recessivos.

Malhado recessivo verde claro

Malhado recessivo verde claro

Eu apenas utilizo os cruzamentos do tipo 1 e 2 da tabela acima. Também já tentei o cruzamento 3 mas, na minha opinião, este é uma perca de tempo do ponto de vista da qualidade, mas claro, ideal do ponto de vista da quantidade.

Em relação ao cruzamento 4, este deve ser tido em conta se a qualidade dos portadores for bastante superior à dos Malhados Recessivos. Existe sempre a possibilidade de lhe sair o Jackpot e de produzir um Malhado Recessivo de grande qualidade mas, no entanto, também se deve ter em mente os 75% de crias que não irão ser Malhado Recessivo.

O cruzamento 5 é, na minha opinião, uma perca de tempo total pois, além de virtualmente são se conseguir qualquer vantagem com este tipo de cruzamento, existe também a grande dificuldade de distinguir os Normais dos portadores.

Sexagem

A distinção do sexo, nesta variedade, é semelhante à dos lutinos e albinos, ou seja, as fêmeas apresentam a cera do bico de cor castanha, enquanto que os machos, ao contrário do que é normal, apresentam a cera de cor púrpura ou rosada, tal como acontece nos lutinos e nos albinos. Além disso, a própria cor do bico é de uma tonalidade amarela alaranjada bastante viva. Por este motivo, é difícil identificar o sexo de aves muito jovens, uma vez que inicialmente todas as aves têm a cera do bico de cor rosada, parecendo todas machos. Será necessário esperar pela primeira muda da pena, que acontece por volta dos 3 meses de vida, para podermos precisar o sexo de uma ave desta variedade.

Macho malhado recessivo azul

Macho malhado recessivo azul. Como se pode ver, a cor da cera é rosada, o bico é amarelo alaranjado e as patas também são rosadas, tal como acontece nos lutinos e nos albinos

Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática interessado em pesca ao achigã, horta/jardim, Internet e blogging. Criou os interessespessoais.com como um projecto para os tempos livres, para divulgar algumas ideias e “matar” o vício de blogging.

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