No momento de construirmos o nosso sistema de rega automática para o jardim deparamos-nos com um dilema: Rega gota-a-gota ou rega de aspersão?

Esta é uma decisão que não pode ser tomada de animo leve, devendo-se ponderar as vantagens e desvantagens de cada um destes sistemas de rega, tanto para se obter a rega mais indicada possível para a situação que pretendemos, como para evitar gastos desnecessários em água ou numa posterior mudança dos sistema de rega.

Funcionamento da rega gota-a-gota

Num sistema de rega gota-a-gota, a rega a aplicar é extremamente localizada, conseguindo-se assim regar somente junto dos pés das plantas. É também possível construir o sistema “à medida”, se utilizarmos gotejadores, uma vez que os poderemos aplicar a distâncias variáveis uns dos outros, o que permite uma poupança de água máxima. Isto é bastante prático no caso das plantas já existirem. Por outro lado, se ainda não existem as plantas, pode optar-se por sistemas pré-concebidos, como tubo de rega micro-perfurado, obtendo-se assim todas as vantagens da rega gota-a-gota, juntamente com uma disposição uniforme dos gotejadores (que já vêm aplicados no interior do tubo de rega), o que nos permite, na altura de plantar o jardim, fazê-lo de acordo com o espaçamento dos gotejadores.

Aqui fica um pequeno vídeo onde podemos ver a minha rega gota-a-gota em funcionamento:

Funcionamento da rega de aspersão

Num sistema de rega de aspersão, a área abrangida pela rega pode ir desde poucos centímetros quadrados a vários metros quadrados, conseguindo-se assim uma rega uniforme em grandes áreas. Isto permite utilizar muito menos aspressores para regar uma grande área, tarefa que não seria possível no caso da rega gota-a-gota. Permite, por exemplo, regar uma área de relva de 10 metros quadrados apenas com dois aspressores. Por não ser uma rega localizada, como a rega gota-a-gota, permite também a rega de flores em canteiros de forma mais fácil.

Aqui fica um pequeno vídeo de um ensaio que fiz a um aspressor de rega:

Conclusão – como escolher o tipo de rega a aplicar

Assim, a rega gota-a-gota tem como ponto forte a poupança de água, ao passo que a rega por aspressão tem como ponto forte a rega uniforme de grandes áreas. A rega gota-a-gota tem ainda outra vantagem – como a rega é muito localizada, dificulta o aparecimento de ervas daninhas espalhadas pelo terreno, uma vez que a água é libertada apenas em pontos muito concretos. Esta é uma das desvantagens da rega de aspressão que, ao regar toda uma área, está a dar condições em toda essa área ao aparecimento de ervas daninhas.

Em conclusão, sugiro a aplicação de rega gota-a-gota em sebes, bordaduras ou árvores dispersas, dando preferência a fita de rega no caso de existir uma baixa pressão de água, ou das plantas estarem a 30cm ou 40cm de distância umas das outras. Para plantas mais distanciadas aconselho a aplicação de gotejadores.

A rega de aspressão deverá ser aplica apenas nos casos em que seja necessário regar uma área de forma uniforme (uma área de relva ou coberta por um tapete de outras plantas, como é o caso da minha barreira). Deverá utilizar-se aspressores para áreas grandes (relva, por exemplo), e nubelizadores para áreas mais pequenas (canteiros, por exemplo).

Recursos sobre rega automática:



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Alberto Nunes

Alberto Nunes é um profissional de Informática interessado em pesca ao achigã, horta/jardim, Internet e blogging. Criou os interessespessoais.com como um projecto para os tempos livres, para divulgar algumas ideias e "matar" o vício de blogging.

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